joseline, que indigno da minha parte desenterrar tesouros tão bem enterrados.Mas eu tenho uma razão para ser indelicado,eu preciso sentir e respirar algo sem ser saudade lembrar[relembrar].As coisas vão insólitas,mas acho que você quereria saber de novidades e não palavras tão clichés que fazem seu nariz torcer de desinteresse.Apanhei um barco de ida,queria ir voando mas você partiu minhas assas e queimou minhas borboletas.Eu era um anjo em você,Joseline,mas eu não sou mais,nem vida ,nem alma,apenas carne que arde de melancolia,escuridão, silencio e nostalgia.Não aquele silêncio do olhar bom ,Joseline,aquele que incomoda ,aquele que sufoca,estrangula.Eu te perdi e nunca tive.Por isso que acordo no meio da noite tentando voar e caindo vezes sem conta.
Inês Lecuane-“Minhas asas,Minhas borboletas”





